terça-feira, 9 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Bolão do Calçadão 38ª Rodada
Em nome de todo o setor de informática do Calçadão, criado e administrado pelo nosso magnífico presidente, eu gostaria de agradecer a todos os FILHOS DA PUTA que passaram todo esse tempo entrando em nosso blog para ver seus resultados no bolão e nunca deixaram um comentário. A nossa felicidade é tão grande que desejamos a vocês um natal FUDIDO e um fim de ano de MERDA com muito PERU NO RABO.
E no próximo ano vocês que se FODAM para olhar o resultado do bolão.
Qualquer dúvida ou reclamação a presidência está pronta para atuar.
Obrigado.
Edil
E no próximo ano vocês que se FODAM para olhar o resultado do bolão.
Qualquer dúvida ou reclamação a presidência está pronta para atuar.
Obrigado.
Edil
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
O que falta é paixão
Tudo que se ventilou durante a quinta-feira acabou confirmado de na madrugada de sexta. Com aquela cara de “oh, como sofremos ao tomar essas decisões”, o presidente da Honda anunciou que a empresa está mesmo fora da F-1.
Bem, quem sou eu para questionar decisões de empresas? Cada um sabe onde dói o calo, como se diz. Mas está na cara que o desfecho dessa história apenas reforça as teses de Max Mosley. Fábricas de carros não estão nem aí para as corridas. Elas são apenas um luxo a mais para satisfazer egos, como patrocinar uma competição de pólo que ninguém vê ou montar um stand opulento no Salão do Automóvel para servir uísque caro e mostrar mulheres gostosas.
Não há comprometimento nenhum, porque essas companhias, hoje, não têm propriamente uma direção “humana” — um presidente/dono apaixonado por competições, uma trajetória, uma história nas pistas. Elas têm conselhos de administração, acionistas e executivos engravatados indicados por head-hunters, gente que nunca entrou numa fábrica ou acelerou um carro. Não há paixão por nada. Se Soichiro Honda (o presidente da época de Senna) fosse vivo, talvez essa deserção ridícula não acontecesse. Ele gostava de F-1, gostava de competir.
Digo que a deserção é ridícula porque se é verdade que os custos de uma temporada são altos, também é verdade que pouco representam no faturamento global de uma montadora de porte — tanto que a Honda abriu mão de patrocínios nos últimos dois anos.
O fim da equipe significa o desemprego de quase mil pessoas. Na prática, é disso que se trata: demitir. As grandes montadoras encheram os bolsos nos últimos anos, vendendo carros que nem água. Não sei se aumentaram os salários de seus operários por isso. Acho que não. Mas os bônus de seus executivos… Ah, esses devem ter sido generosos. Aí vem a crise. E ao primeiro sinal de dificuldades, o que se faz? Demite-se. Uma selvageria.
É a maior crise enfrentada pela F-1 nos últimos anos. Mas sempre tem como começar de novo. É o que a categoria precisa fazer, se quiser sobreviver. Porque começar a temporada com 18 carrinhos vai ser patético. Autódromos monstruosos, reluzentes e luxuosíssimos, sem carros para correr neles…
A F-1 perdeu o freio do desenvolvimento ilimitado quando o dinheiro começou a jorrar sem controle, na euforia da grana fácil e farta. Sem exagero algum, o valor do atual motorhome da McLaren é mais ou menos o orçamento inteiro de um time médio de 20 anos atrás.
Tamanhas exigências de verbas afastaram da competição os… competidores! E entraram as corporações. Não se faz um campeonato de futebol apenas com estádios. Não se faz um campeonato de corridas apenas com autódromos. São necessários times, jogadores, equipes, pilotos. O erro básico dessa F-1 perdulária foi esse: dar atenção ao supérfluo (autódromos mirabolantes, motorhomes high-tech, jantares faraônicos, apresentações, festas, uniformes, camarotes, paddock-clubs, VIPs, catracas eletrônicas, pulseirinhas) e esquecer o essencial (carros, mecânicos, equipes, torcedores, paixão por corridas).
A F-1, como o mundo em geral, ficou babaca. É algo que alguém como eu, que passou 18 anos viajando atrás de cada GP, começou a perceber já no fim da década de 90: uma diferença radical no comportamento de todos, no relacionamento com as equipes, na montagem do esquemão de coletivas, nos almoços “só para convidados”, nos acessos cada vez mais restritos aos personagens que fazem o espetáculo. Ficaram todos babacas, viraram todos funcionários de grandes empresas, participantes do big business, e foram embora aqueles que, de fato, amavam o automobilismo — os últimos a deixar o barco foram Eddie Jordan e Paul Stoddart.
E como recomeçar? Trazendo de volta à vida as equipes de verdade. Algumas delas, hoje, existem na GP2, por exemplo. Criando um regulamento que reduza o abismo entre corporações milionárias e times montados na garagem. Limitando o orçamento (olha o Max Mosley aí de novo), cortando as frescuras, correndo mais na Europa, em autódromos mais simples e próximos, deixando de lado essa palhaçada de correr em oásis deprimentes como Abu Dhabi, Bahrein e Cingapura, tentando reencontrar algo fundamental para que esse negócio continue a existir: paixão e simplicidade.
Parece ridículo falar em paixão e simplicidade nestes tempos de commodities e derivativos, mas há certas coisas que só os apaixonados conseguem fazer. E se eles estão recolhidos, amuados, vivendo de lembranças, as coisas não acontecem. Simples assim.
Coluna Warm Up - Flavio Gomes - 05/12/2008
Bem, quem sou eu para questionar decisões de empresas? Cada um sabe onde dói o calo, como se diz. Mas está na cara que o desfecho dessa história apenas reforça as teses de Max Mosley. Fábricas de carros não estão nem aí para as corridas. Elas são apenas um luxo a mais para satisfazer egos, como patrocinar uma competição de pólo que ninguém vê ou montar um stand opulento no Salão do Automóvel para servir uísque caro e mostrar mulheres gostosas.
Não há comprometimento nenhum, porque essas companhias, hoje, não têm propriamente uma direção “humana” — um presidente/dono apaixonado por competições, uma trajetória, uma história nas pistas. Elas têm conselhos de administração, acionistas e executivos engravatados indicados por head-hunters, gente que nunca entrou numa fábrica ou acelerou um carro. Não há paixão por nada. Se Soichiro Honda (o presidente da época de Senna) fosse vivo, talvez essa deserção ridícula não acontecesse. Ele gostava de F-1, gostava de competir.
Digo que a deserção é ridícula porque se é verdade que os custos de uma temporada são altos, também é verdade que pouco representam no faturamento global de uma montadora de porte — tanto que a Honda abriu mão de patrocínios nos últimos dois anos.
O fim da equipe significa o desemprego de quase mil pessoas. Na prática, é disso que se trata: demitir. As grandes montadoras encheram os bolsos nos últimos anos, vendendo carros que nem água. Não sei se aumentaram os salários de seus operários por isso. Acho que não. Mas os bônus de seus executivos… Ah, esses devem ter sido generosos. Aí vem a crise. E ao primeiro sinal de dificuldades, o que se faz? Demite-se. Uma selvageria.
É a maior crise enfrentada pela F-1 nos últimos anos. Mas sempre tem como começar de novo. É o que a categoria precisa fazer, se quiser sobreviver. Porque começar a temporada com 18 carrinhos vai ser patético. Autódromos monstruosos, reluzentes e luxuosíssimos, sem carros para correr neles…
A F-1 perdeu o freio do desenvolvimento ilimitado quando o dinheiro começou a jorrar sem controle, na euforia da grana fácil e farta. Sem exagero algum, o valor do atual motorhome da McLaren é mais ou menos o orçamento inteiro de um time médio de 20 anos atrás.
Tamanhas exigências de verbas afastaram da competição os… competidores! E entraram as corporações. Não se faz um campeonato de futebol apenas com estádios. Não se faz um campeonato de corridas apenas com autódromos. São necessários times, jogadores, equipes, pilotos. O erro básico dessa F-1 perdulária foi esse: dar atenção ao supérfluo (autódromos mirabolantes, motorhomes high-tech, jantares faraônicos, apresentações, festas, uniformes, camarotes, paddock-clubs, VIPs, catracas eletrônicas, pulseirinhas) e esquecer o essencial (carros, mecânicos, equipes, torcedores, paixão por corridas).
A F-1, como o mundo em geral, ficou babaca. É algo que alguém como eu, que passou 18 anos viajando atrás de cada GP, começou a perceber já no fim da década de 90: uma diferença radical no comportamento de todos, no relacionamento com as equipes, na montagem do esquemão de coletivas, nos almoços “só para convidados”, nos acessos cada vez mais restritos aos personagens que fazem o espetáculo. Ficaram todos babacas, viraram todos funcionários de grandes empresas, participantes do big business, e foram embora aqueles que, de fato, amavam o automobilismo — os últimos a deixar o barco foram Eddie Jordan e Paul Stoddart.
E como recomeçar? Trazendo de volta à vida as equipes de verdade. Algumas delas, hoje, existem na GP2, por exemplo. Criando um regulamento que reduza o abismo entre corporações milionárias e times montados na garagem. Limitando o orçamento (olha o Max Mosley aí de novo), cortando as frescuras, correndo mais na Europa, em autódromos mais simples e próximos, deixando de lado essa palhaçada de correr em oásis deprimentes como Abu Dhabi, Bahrein e Cingapura, tentando reencontrar algo fundamental para que esse negócio continue a existir: paixão e simplicidade.
Parece ridículo falar em paixão e simplicidade nestes tempos de commodities e derivativos, mas há certas coisas que só os apaixonados conseguem fazer. E se eles estão recolhidos, amuados, vivendo de lembranças, as coisas não acontecem. Simples assim.
Coluna Warm Up - Flavio Gomes - 05/12/2008
domingo, 30 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Ranking dos times que mais cometem faltas no Brasileirão 2008
Faltas cometidas (total / média)
1. Grêmio 817 / 23.34
2. Goiás 797 / 22,77
3. Portuguesa 744 / 21,26
4. Figueirense 743 / 21,23
5. Palmeiras 735 / 21,00
6. Sport 732 / 20,91
7. Atlético-PR 721 / 20,60
8. Internacional 702 / 20,06
9. Náutico 688 / 19,66
10. Botafogo 686 / 19,60
11. Coritiba 659 / 18,83
12. São Paulo 647 / 18,49
13. Atlético-MG 646 / 18,46
14. Ipatinga 632 / 18,06
15. Santos 620 / 17,71
16. Cruzeiro 594 / 16,97
17. Vasco 584 / 16,69
18. Fluminense 576 / 16,46
19. Vitória 576 / 16,46
20. Flamengo 564 / 16,11
Fonte: Blog do Mauro Cezar Pereira
http://blogs.espn.com.br/maurocezarpereira/
1. Grêmio 817 / 23.34
2. Goiás 797 / 22,77
3. Portuguesa 744 / 21,26
4. Figueirense 743 / 21,23
5. Palmeiras 735 / 21,00
6. Sport 732 / 20,91
7. Atlético-PR 721 / 20,60
8. Internacional 702 / 20,06
9. Náutico 688 / 19,66
10. Botafogo 686 / 19,60
11. Coritiba 659 / 18,83
12. São Paulo 647 / 18,49
13. Atlético-MG 646 / 18,46
14. Ipatinga 632 / 18,06
15. Santos 620 / 17,71
16. Cruzeiro 594 / 16,97
17. Vasco 584 / 16,69
18. Fluminense 576 / 16,46
19. Vitória 576 / 16,46
20. Flamengo 564 / 16,11
Fonte: Blog do Mauro Cezar Pereira
http://blogs.espn.com.br/maurocezarpereira/
O ENGENHÃO E A CRISE
O Engenhão não está dando lucro. Isso é ponto definitivo, por mais que o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, prefira não dizer isso com todas as letras. E deveria dizer simplesmente quanto o clube gasta e quanto embolsa com a administração do estádio. Uma das razões para não evidenciar esses números é político. Dia 27, haverá eleição em General Severiano.
Mas, a partir daí, pode começar a reflexão sobre a vida do Botafogo. Reflexão que inclui o Engenhão.
O estádio não agrava a crise do clube.
Bebeto espera a liberação de uma área nos fundos do estádio, para começar a alugar os galpões que existem no local. E, assim, aumentar a margem de lucro no ano que vem. A área não está liberada por entraves burocráticos. A liberação, em 2009, pode representar novas receitas.
O ponto é que a crise do Botafogo não é causada pelo Engenhão. O Botafogo não deixa de pagar salários, por causa dos custos do Engenhão. O estádio não agrava a crise do clube.
Por enquanto, não a atenua, mas os dirigentes - inclusive o futuro presidente, Maurício Assumpção - julgam que a perspectiva é que atenue a médio prazo.
Há uma confusão entre o que o Engenhão representa para a Prefeitura do Rio e o que representa para o Botafogo. Melhor seria que o estádio fosse construído com dinheiro da iniciativa privada.
Mas aí vamos discutir todos os descuidos e descasos do Pan 2007, não o Botafogo.
Uma vez construído com dinheiro público, melhor é deixar a administração para a iniciativa privada. É de se discutir se a licitação deveria permitir ao vencedor pagar apenas 32 mil reais de aluguel. De novo, a crítica deve cair no poder público.
Quanto ao Botafogo, o Engenhão seria um clube quase sem perspectiva. Com ele, tem futuro um pouco mais promissor.
PVC em 14.11.2008
http://blogs.espn.com.br/pvc/
Mas, a partir daí, pode começar a reflexão sobre a vida do Botafogo. Reflexão que inclui o Engenhão.
O estádio não agrava a crise do clube.
Bebeto espera a liberação de uma área nos fundos do estádio, para começar a alugar os galpões que existem no local. E, assim, aumentar a margem de lucro no ano que vem. A área não está liberada por entraves burocráticos. A liberação, em 2009, pode representar novas receitas.
O ponto é que a crise do Botafogo não é causada pelo Engenhão. O Botafogo não deixa de pagar salários, por causa dos custos do Engenhão. O estádio não agrava a crise do clube.
Por enquanto, não a atenua, mas os dirigentes - inclusive o futuro presidente, Maurício Assumpção - julgam que a perspectiva é que atenue a médio prazo.
Há uma confusão entre o que o Engenhão representa para a Prefeitura do Rio e o que representa para o Botafogo. Melhor seria que o estádio fosse construído com dinheiro da iniciativa privada.
Mas aí vamos discutir todos os descuidos e descasos do Pan 2007, não o Botafogo.
Uma vez construído com dinheiro público, melhor é deixar a administração para a iniciativa privada. É de se discutir se a licitação deveria permitir ao vencedor pagar apenas 32 mil reais de aluguel. De novo, a crítica deve cair no poder público.
Quanto ao Botafogo, o Engenhão seria um clube quase sem perspectiva. Com ele, tem futuro um pouco mais promissor.
PVC em 14.11.2008
http://blogs.espn.com.br/pvc/
terça-feira, 11 de novembro de 2008
A palavra em jogo...
O treinador Dunga já decretou: favorita da Copa América é a Argentina. Seu colega argentino, Alfio Basile, devolve, de primeira, a bola de fogo: favorito é o Brasil, que foi o último campeão.
Favorito é uma das milhares e milhares de palavras que, com o uso abusivo, acabou perdendo o sentido primordial. Coisas da semântica. Era apenas um adjetivo que exprimia uma preferência. “Meu time favorito é o Fluminense”- diria um torcedor do Fluminense, sem que estivesse, predizendo que seu clube seria o campeão do ano.
A tal semântica, como disse, alterou o significado da expressão. O favorito passou a ser qualquer um que o senso comum considera mais credenciado a conquistar um título de campeão.
O adjetivo virou um estigma. O favorito já entra em campo, com a obrigação de ganhar. Se perder, a cobrança será em dobro.
Daí, a troca ferina de bolas entre os dois treinadores. E, no caso, Dunga não deixa de ter suas razões. A Argentina entra na Copa América com a fina flor do seu futebol. De Messi a Tevez, passando por Riquelme, não falta ninguém de renome.
O Brasil não terá nem Kaká, nem Ronaldinho Gaúcho, que são as estrelas mais reluzentes da constelação nacional.
Enfim, pra ser fiel aos dois sentidos históricos da palavra, direi que minha favorita (a predileta) continua a ser a seleção nacional, mas, a favorita pra ganhar a Copa América é mesmo a Argentina...
Armando Nogueira - 26/06/2007
Favorito é uma das milhares e milhares de palavras que, com o uso abusivo, acabou perdendo o sentido primordial. Coisas da semântica. Era apenas um adjetivo que exprimia uma preferência. “Meu time favorito é o Fluminense”- diria um torcedor do Fluminense, sem que estivesse, predizendo que seu clube seria o campeão do ano.
A tal semântica, como disse, alterou o significado da expressão. O favorito passou a ser qualquer um que o senso comum considera mais credenciado a conquistar um título de campeão.
O adjetivo virou um estigma. O favorito já entra em campo, com a obrigação de ganhar. Se perder, a cobrança será em dobro.
Daí, a troca ferina de bolas entre os dois treinadores. E, no caso, Dunga não deixa de ter suas razões. A Argentina entra na Copa América com a fina flor do seu futebol. De Messi a Tevez, passando por Riquelme, não falta ninguém de renome.
O Brasil não terá nem Kaká, nem Ronaldinho Gaúcho, que são as estrelas mais reluzentes da constelação nacional.
Enfim, pra ser fiel aos dois sentidos históricos da palavra, direi que minha favorita (a predileta) continua a ser a seleção nacional, mas, a favorita pra ganhar a Copa América é mesmo a Argentina...
Armando Nogueira - 26/06/2007
O SIM E O NÃO
A jovem sai de casa em São Paulo usando cabelo verde e com um alfinete de fralda espetado na bochecha. Horas depois, junta-se a um grupo que, diante de testemunhas, esfaqueia até a morte o empregado de uma lanchonete por causa de um pedaço de pizza. A moça vai presa e, ao saber disso, sua mãe tem um espanto: "É impossível! Fulaninha só sai uma vez por semana, com as amiguinhas!"
Em Itaboraí, RJ, uma festa rave com a duração de 17 horas provoca a internação hospitalar de 18 garotos e duas mortes, uma delas por típica overdose de ecstasy: hipertermia - a pessoa literalmente ferve por dentro -, desidratação aguda e parada cardiorrespiratória. Os pais do menino morto não sabiam que ele fora à festa.
No Rio, a polícia desbarata uma quadrilha de oito traficantes de ecstasy. Todos, exceto um, de classe média, habitantes da zona Sul, entre 20 e 30 anos e ainda morando com os pais. Mas, pelo visto, a vigilância dos velhos andava relaxada, a ponto de um deles não estranhar que o filho passasse o dia falando em três celulares ao mesmo tempo.
Estes foram apenas alguns casos policiais graves envolvendo jovens nas últimas semanas, e só no eixo Rio-São Paulo. Em todos, os pais manifestaram grande surpresa pelo comportamento dos garotos. Alguma coisa aí está errada. Esses pais dão casa, comida e roupa lavada a seus filhos até uma idade tardia, mas talvez isto não seja suficiente.
Talvez fosse também o caso de eles aprenderem a dizer "não" quando for o caso, ao contrário do "sim" amplo, geral e irrestrito com que contemplam os filhos desde o berço - ou desde que se tornou "incorreto" acreditar que a liberdade só dá frutos quando exercida dentro de certos limites. Um destes, quadradamente, o daquela velha esquecida prova de amor: a autoridade paterna.
Ruy Castro - 19.11.2007
Em Itaboraí, RJ, uma festa rave com a duração de 17 horas provoca a internação hospitalar de 18 garotos e duas mortes, uma delas por típica overdose de ecstasy: hipertermia - a pessoa literalmente ferve por dentro -, desidratação aguda e parada cardiorrespiratória. Os pais do menino morto não sabiam que ele fora à festa.
No Rio, a polícia desbarata uma quadrilha de oito traficantes de ecstasy. Todos, exceto um, de classe média, habitantes da zona Sul, entre 20 e 30 anos e ainda morando com os pais. Mas, pelo visto, a vigilância dos velhos andava relaxada, a ponto de um deles não estranhar que o filho passasse o dia falando em três celulares ao mesmo tempo.
Estes foram apenas alguns casos policiais graves envolvendo jovens nas últimas semanas, e só no eixo Rio-São Paulo. Em todos, os pais manifestaram grande surpresa pelo comportamento dos garotos. Alguma coisa aí está errada. Esses pais dão casa, comida e roupa lavada a seus filhos até uma idade tardia, mas talvez isto não seja suficiente.
Talvez fosse também o caso de eles aprenderem a dizer "não" quando for o caso, ao contrário do "sim" amplo, geral e irrestrito com que contemplam os filhos desde o berço - ou desde que se tornou "incorreto" acreditar que a liberdade só dá frutos quando exercida dentro de certos limites. Um destes, quadradamente, o daquela velha esquecida prova de amor: a autoridade paterna.
Ruy Castro - 19.11.2007
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Mais Frutos da Solidão
A morte nada mais é que cruzar o mundo, como os amigos fazem com os mares; eles ainda vivem mutuamente. Pois é necessário a presença, para amar e viver no que é onipresente. Neste vidro divino, eles ficam cara a cara; e a conversa deles é livre, e também pura. Este é o conforto da amizade, apesar de lhes ter sido dito que morreriam, ainda assim a amizade e sociedade deles são, de certo modo, sempre presentes, por ser imortal.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
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