quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A verdadeira Mulher Melancia



Quem é Quem

Não sei o que é mais engraçado... A cara do Big Phil ou ver o Murtosa usando uma jaqueta do Chelsea

Astros do cinema inspirariam Ronaldo a emagrecer?

Para fazer o filme O Náufrago, Tom Hanks teve que emagrecer perto de 30 quilos. Só assim foi possível interpretar Chuck Noland, funcionário-padrão da Federal Express (!!!) que era um tanto gorducho e reapareceu com porte de faquir, após mais de quatro anos em uma ilha conversando com uma bola de vôlei chamada Wilson (tome merchandising!).


Por este filme, produzido no ano 2000, Hanks faturou entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões. Estima-se que tenha embolsado US$ 70 milhões para fazer Forrest Gump, de 1994, entre cachê e participação nos lucros. Na ocasião, o ator americano também teve que transformar o próprio corpo em sanfona para interpretar o personagem esquálido que participou de vários fatos históricos. Aliás, ele me lembra alguém… Mas vamos em frente.

Robert De Niro também ampliou seu corpo em aproximadamente três dezenas de quilos para viver a fase decadente do pugilista Jake LaMotta no sensacional Touro Indomável. E é outro astro de Hollywood capaz de ganhar mais de US$ 20 milhões por um só filme.


E há mais exemplos de atores que engordam e emagrecem para certos papéis, como Sylvester Stallone em Copland, George Clooney em Syriana, Russell Crowe em O Informante (The Insider no original) e Matt Damon no ainda inédito no Brasil e sem título em português The Informant. Todos faturam alto por serem chamarizes de bilheteria.


Se os nomes de Hanks, De Niro e dessas feras nos letreiros dos cinemas bastam para assegurar certo faturamento, o de Ronaldo também tem potencial nesse terreno. Sua presença no Corinthians agitou o mundo do futebol. E é atração porque da mesma forma que os grandes astros arregimentam fãs pelo que mostram nas telas, ele também formou legiões de admiradores pelo que fez em campo.

Mas se para viver determinados personagens atores têm que emagrecer ou engordar, e depois perder todo o peso novamente, o jogador de futebol também precisa esculpir sua silhueta para que faça jus à denominação atleta. É assim que funciona. Se Hanks continuasse gordo após mais de 1,5 mil dias numa ilha devorando coco e jogando conversa fora com uma bola, o filme, que já não é lá essas coisas, seria alvo de (mais) piadas.



Por essas e outras, o peso de Ronaldo é, sim, notícia. Evidentemente tudo o que envolve o astro, sua recuperação, avanços e dificuldades, vira fato relevante. É o que o Corinthians e seus possíveis parceiros na empreitada querem. Porém, gordo, vestindo bermuda de basquete, ele pode até fazer um gol ou outro, mas estará distante da expectativa criada ao seu redor.

As pessoas, os admiradores, esperam mais, a torcida do Corinthians vai exigir mais do que meros brilharecos. E duvido que qualquer fiel seja louco a ponto de comprar uma camisa do astro e achar que fez um bom negócio se ele apresentar porte de lutador de sumô daqui a alguns meses.

Ronaldo afirma que ninguém tem nada com a vida dele. Acha que os fãs-consumidores dos produtos das muitas empresas que espera ter como patrocinadoras apenas gastarão dinheiro com aquilo que ele anunciar sem nada pedir em troca. Mas não é assim. As pessoas desembolsarão ainda mais grana, e felizes, se fizer bonito em campo. Uma coisa depende da outra, ora.

E para isso tudo funcionar, é preciso emagrecer, priorizar a vida de atleta. E trazer resultados para o clube. Se o cidadão acha mais importante curtir a noite, as maravilhas que a sociedade oferece, tudo bem, mas que não iluda as pessoas criando falsas expectativas — e aí me refiro especificamente ao torcedor do Corinthians. Certos objetivos na vida exigem alguns sacrifícios.



Ainda acredito que Ronaldo possa fazer alguma coisa no futebol, mas para isso, ele precisará seguir a dieta de Tom Hanks, que por sinal engordou tudo de novo depois do filme que aceitou protagonizar. O Fenômeno também poderá encher a pança e viver a night como bem entender, no dia em que também deixar a bola para trás. Ou ela fizer isso com Ronaldo, como fez Wilson, que saiu nadando, de saco cheio do tal de Chuck.

O Próximo Destino

É sábado. Dia 10/01.

PVC fala dos cariocas

Os reforços são tímidos e o Campeonato Carioca pode ter nível mais baixo do que tem ocorrido nos últimos anos. Mas terá disputa forte pelo título. O Flamengo mantém seu bom time de 2008. O Fluminense mudou, não tem a qualidade do primeiro semestre do ano passado, mas é possível transformar numa boa equipe os novos contratados. Vasco e Botafogo parecem um degrau abaixo. Mas o mesmo Botafogo começou como azarão nos dois últimos anos em que foi à final do Estadual. Abaixo, a avaliação sobre os times, antes de entrarem em campo. Claro, os primeiros jogos podem transformar essa avaliação:

FLAMENGO
O melhor caminho para o Flamengo, em 2009, é apostar na realidade. Ela se chama Cuca, contratado porque os nomes fantasiosos de Parreira e Luxemburgo nunca colaram. Na Gávea, Cuca tem tudo para montar um bom time, com o que já tem em casa. A permanência de Ibson, Kléberson, Marcelinho Paraíba, Diego Tardelli, Juan, Leonardo Moura. Fred e Adriano? Bem, como nem eles, nem Boitatá e Saci-Pererê vestirão a 9, Cuca vai armar o time muitas vezes com Obina mesmo. Mas o Flamengo parece ser o mais forte dos cariocas.

FLUMINENSE
Parece ser o segundo time do Rio, em qualidade. Ótimos os reforços de Diguinho, Leandro Amaral e Leandro. Boa escolha a de Mariano, que fez ótimo Campeonato Brasileiro pelo Atlético Mineiro, antes de ser dispensado por indisciplina. Xandão é uma aposta, mas é bom zagueiro. Leandro Domingues sabe jogar, embora seja marcado pela irregularidade. Todos podem montar um bom time, ao lado de Conca, Luís Alberto e Maicon. O Flu parece candidato ao título carioca, lado a lado com o Flamengo.


BOTAFOGO
A aposta botafoguense é em jogadores formados na base, a partir do trabalho que melhorará com os garotos em 2009. Por enquanto, o jeito é montar um time barato. As escolhas são discutíveis. A volta de Juninho será ótima tanto para o Botafogo, quanto para o zagueiro. Teco, seu possível parceiro de zaga, é bom, assim como foi boa a escolha do volante Léo Silva - em forma, ele vai ajudar. Batista, volante do Avaí, é excelente jogador. Difícil é acreditar que Maicossuel e Wéldon sejam soluções. O time será fraco. A evolução dependerá do árduo trabalho do técnico Ney Franco.

VASCO
Dorival Júnior foi bem contratado. É técnico criterioso e tem jeito para trabalhar com elencos sem grandes nomes. Mostrou isso nos títulos estaduais que conquistou no Figueirense, Sport e Coritiba, além do bom trabalho no São Caetano. Mas os reforços não animam. Ulisses é lateral discreto. Gian e Titi fizeram campanhas discretas pelo Ipatinga e Náutico, respetivamente. Paulo Sérgio é lateral tímido no apoio. Boa escolha é o lateral-direito Fágner, ex-Corinthians e PSV. Léo Lima, quando quer, sabe jogar. Mas faz tempo que é impossível confiar no novo-velho camisa 10.

PVC - 07.01.2009 http://blogs.espn.com.br/pvc/

Resultado Oficial do Grande Prêmio da Austrália

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Após GP do Brasil, Timo revela momento difícil

Timo Glock descreveu os desdobramentos do episódio da última volta do GP do Brasil como o momento "mais difícil" de sua carreira fora das pistas. No giro final da corrida, que encerrou a temporada do ano passado, Glock foi ultrapassado por Lewis Hamilton, da McLaren, que precisava de apenas um quinto lugar para assegurar o título.

Após a prova, o alemão foi acusado de ter facilitado a manobra para ajudar Hamilton na luta pelo Mundial contra Felipe Massa, da Ferrari, que, mesmo com a vitória em Interlagos, não conseguiu ficar com a taça.

"Quando vi a reação das pessoas foi duro e difícil de entender", admitiu o piloto à rádio espanhola Onda Cero. "As duas semanas seguintes também foram muito complicadas", completou.

O germânico afirmou que ele e a Toyota ― incluindo o companheiro de equipe, Jarno Trulli ― assumiram o risco de permanecer na pista com os pneus para pista seca na parte final da etapa.

"Foi como pilotar no gelo", explicou. "Mas foi a decisão certa, porque consegui terminar em uma boa posição. Fiz a minha própria corrida e não tinha qualquer intenção de me envolver na decisão do título", falou.

"Depois, quando os jornalistas vieram me entrevistar, eu perguntei se aquele resultado havia dado o título a Lewis, porque durante a corrida não tinha a menor idéia da posição que eu estava. Além disso, eu nem sabia o que Hamilton e Felipe Massa estavam fazendo naquele momento", salientou.

Por fim, Timo considerou a repercussão "estranha", mas disse que é o "preço que se paga" por fazer parte de "um esporte mundial e muito popular".

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009

1º Campeonato de GP4 MOD 2007 do Calçadão



Hoje começa a grande competição.

Calendário Oficial aprovado pela presidência

03/01 - GP da Austrália – Autódromo de Albert Park
10/01 - GP da Malásia – Circuito Internacional de Sepang
17/01 - GP do Bahrain – Circuito Internacional do Bahrain
24/01 - GP do Espanha – Circuito da Catalunha
31/01 - GP de Mônaco – Circuito de Mônaco
07/02 - GP do Canadá – Circuito Gilles Villeneuve
14/02 - GP do EUA – Indianápolis Motor Speedway
21/02 - GP da França – Circuito de Magny-Cours
28/02 - GP da Inglaterra – Circuito de Silverstone
07/03 - GP da Europa – Autódromo de Nürburgring
14/03 - GP da Hungria – Autódromo de Hungaroring
21/03 - GP da Turquia – Istanbul Park
28/03 - GP da Itália – Autódromo Nacional de Monza
04/04 – GP da Bélgica – Circuito de Spa-Francorchamps
11/04 – GP do Japão – Fuji Internacional Speedway
18/04 – GP da China – Circuito Internacional de Shangai
25/04 – GP do Brasil – Autódromo de José Carlos Pace

domingo, 28 de dezembro de 2008

Você acha Ronaldo gordo? Então conheça a incrível história do primeiro goleiro do Chelsea e seus 165Kg

Muito tem se falado sobre o Ronaldo e seu peso. De magrelo no começo da carreira no São Cristovão a atleta fortalecido fisicamente no PSV, ele entrou no rol dos gorduchos. Em 2008 o corintiano foi eleito o “Melhor Jogador Gordo da História” em irônica eleição promovida pelo jornal inglês The Sun.
Mas quando foi que, pela primeira vez, um jogador realmente gordo, se destacou no futebol? Foi no final do século 19, quando o goleiro William Henry “Fatty” Foulke surgiu na meta do Sheffield United, pelo qual disputou 299 partidas. Um homem gigantesco, ainda mais para os padrões da época.



Foulke ganhou o apelido “Fatty”, que significa gorducho, por razões óbvias. Tinha cerca de 150 quilos distribuídos por um metro e 93 centímetros de altura. “Colossus” era seu outro nickname.
Estreou contra o West Bromwich Albion em 1º de Setembro de 1894, aos 20 anos, e comandou os Blades em três finais de Copa da Inglaterra, ganhando duas, em 1899 e 1902; além de conquistar o campeonato inglês de 1898.



Em 1896-97 alcançou um recorde para a época, sofrendo apenas 29 gols na temporada em que atuou 30 vezes, desfalcando o time em uma partida somente. Foulke ficou famoso como pegador de pênaltis numa época em que os goleiros não tinham que ficar sob as traves no momento da cobrança.
Chegou a pesar 165 quilos durante a carreira e também jogou críquete. Defendeu a seleção inglesa de futebol em uma ocasião, na vitória por 4 a 0 sobre Gales em 28 de março de 1897. Valorizado, chegou a receber 3 libras por semana de salários, fora os prêmios, quando a maioria dos colegas embolsava aproximadamente um terço disso.



Após 11 anos, trocou de time e aos 31 de idade chegou ao Chelsea, então um clube recém-fundado que disputava a segunda divisão e desembolsou 50 libras para contar com suas defesas. Ele foi, assim, simplesmente o primeiro goal keeper da história dos Blues. Sim, Petr Cech é seu herdeiro.
Lá ficou por uma temporada, pegou 10 pênaltis no campeonato e ajudou o time a terminar em terceiro lugar. Em 1906 Foulke se transferiu para o Bradford City, que pagou as mesmas 50 libras para tê-lo. O gigantesco goleiro encerrou a carreira em 1907.



Deixou algumas lendas, como ter forçado a interrupção de um jogo por quebrar a trave ao fazer uma defesa. Em outra ocasião teria rasgado o uniforme ao dar um salto e, sem equipamento reserva do seu tamanho, teria terminado o jogo envolto num lençol.
Morreu em 1916, aos 42 anos. O motivo? Oficialmente pneumonia, mas uma versão atribui o falecimento do goleiro à cirrose. “Fatty” Foulke ficou em segundo lugar na eleição do The Sun vencida por Ronaldo.

O personagem deste post já foi tema do quadro Aconteceu, do programa Fora de Jogo, debate sobre futebol internacional apresentado por Paulo Calçade, com Paulo Vinicius Coelho, Luis Calvozo e este blogueiro, toda quinta-feira, às 20 horas, na ESPN.
Esse é um raro e incrível vídeo de William Henry “Fatty” Foulk em ação na final da Copa da Inglaterra de 1901, Sheffield United x Tottenham, no Crystal Palace, com inacreditáveis 110 mil pessoas presentes (abaixo). O jogo terminou 2 a 2. Na partida extra, no campo do Bolton da época, o Burnden Park, os Spurs impuseram 3 a 1. Assim, os Blads, mesmo com Foulke na meta, ficaram com o vice.



Mauro Cezar Pereira em 26.12.2008 - http://blogs.espn.com.br/maurocezarpereira/

NATAL

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

DE VOLTA PARA O PASSADO

Depois que viveu o vilão Biff na franquia “De Volta Para o Futuro”, o ator Tom Wilson não interpretou nenhum outro personagem de destaque no cinema. De lá para cá, foram mais de 16 anos de pequenos papéis, dublagens e participações em seriados.

Pois bem. Há três anos, quando o ostracismo parecia inevitável, Wilson “que também é músico” entrou para o mercado do stand-up comedy. E deu certo.

Com um violão debaixo do braço, Biff… digo, Wilson passou a fazer paródias, cantar (bem) suas próprias composições e lotar teatros por onde passa. O sucesso foi tanto que o ator voltou a ser escalado para produções maiores de Hollywood, como o filme “The Informant”, previsto para estrear em 2009 e estrelado por Matt Damon.

No entanto, apesar da guinada na carreira, Tom Wilson não consegue esquecer Biff. Ou melhor, não conseguem fazê-lo esquecer de Biff. Não que Wilson queira apagar as recordações referentes ao personagem mais marcante da carreira, mas é que ele simplesmente não agüenta mais responder as mesmas perguntas.

Por isso, antes de terminar todas as suas apresentações, Wilson agradece, saúda o público, coloca-se à disposição para falar com todos, mas, antes, ele faz uma pequena ressalva…


domingo, 21 de dezembro de 2008

Europeus desejam o título mundial, claro, mas dão maior importância para a Uefa Champions League

O ar blasé de alguns jogadores. A comemoração tímida do Manchester United imediatamente após a partida. A repercussão pequena nos sites ingleses após o apito final. Tal cenário trouxe de volta a velha discussão. Afinal, os europeus ligam ou não para o título mundial?
Ligam sim, claro, mas não tanto quanto os sul-americanos, e dão maior importância à Liga dos Campeões. Motivo? Ela é muito mais difícil de conquistar. Se no Mundial o representante europeu cumpre tabela na semifinal e entra como favorito na decisão, na Champions é bem diferente.
Vejamos o calendário do Manchester United. O que é mais complicado, superar o Gamba Osaka e a LDU ou o mata-mata que vem aí, em fevereiro, com a Internazionale, tricampeã italiana? E se passarem pelo time de José Mourinho, os Red Devils ainda terão mais duas fases em jogos de ida e volta para, vencendo novos rivais, alcançarem a final, em Roma.
Mais do que um eventual aumento da premiação — hoje são US$ 5 milhões para o campeão e US$ 4 milhões ao vice —, o desafio em campo precisa ser maior para estimular os europeus. Obstáculos técnicos estimulariam, os motivariam ainda mais a buscar a taça, seja no Japão ou nos Emirados Árabes.
Mais um time da Europa como possível adversário e dois sul-americanos presentes seriam passos importantes para fazer do torneio da Fifa tecnicamente mais difícil. E é evidente que qualquer competição mais acirrada desperta a gana dos melhores. Por enquanto…

Postado por Mauro Cezar Pereira em 21.12.2008 12:27 pm

sábado, 20 de dezembro de 2008

Bambis, ora pois!

Já que ninguém fala, direi eu.

Está na hora de nós, são-paulinos de fina estirpe, tricolores de quatro costados, assumirmo-nos: somos bambis, sim senhor! Por que não?

Depois de muito ruminar o assunto, agora, pondo em perspectiva, creio que o Vampeta prestou um grande serviço quando nos colocou o apelido.

Jocoso, pra dizer o mínimo.

Vamos falar claramente.

Funciona assim: chamo alguém de bambi querendo associá-lo à homossexualidade, de forma a diminuí-lo ou desvalorizá-lo, como se isso diminuísse ou desvalorizasse quem quer que seja.

E nós, tricolores, temos nos sentido ofendidos, sem lembrarmo-nos de que a ofensa só acontece quando o ofendido se dá por ofendido.

Pleno 2008, quase 2009, século 21!

Se futebol é coisa de macho, amigo, é também de mulheres e homossexuais, e de qualquer outra classificação em que se encaixe quem ama esse esporte.

Tricolores hetero e homossexuais, são-paulinos civilizados, hexacampeões que querem ver cada vez mais distantes a barbárie e a selvageria que assolam este mundão de meu Deus, vamos assumir em coro: somos bambis, sim, senhor! Somos bambis!

Vamos fazer como fez no passado o Palmeiras, que adotou o porco, e hoje faz lindas festas no chiqueiro.

Ou o Flamengo, que assumiu o urubu, e atualmente tem torcida organizada que leva seu nome.

Sugiro à torcida que teça uma enorme bandeira com um bambi muito másculo sentado à mesa, devorando os restos de um porco e de um gavião!

Que ela invente cânticos divertidos sobre isso.

Proponho à diretoria que encampe essa idéia, e siga indicando que somos um time moderno, um espaço para o qual convirjam pessoas de toda sorte, independentemente de suas preferências sexuais.

Vai fazer um bem danado para a imagem e para os cofres do clube.

Inclusão é palavra que deve nos orgulhar, não nos envergonhar.

A Terra será um planeta muito mais habitável à medida que aprendamos a soletrar a palavra igualdade.

Nós, tricolores, devemos dar o exemplo.

Que ele seja dotado de bom-humor.

Em coro, nos estádios país afora, ou onde quer que estejamos, gritaremos: bambis, bambis sim senhor!

Por FERNANDO GALLO

OS DUELOS DA CHAMPIONS, NAS OITAVAS-DE-FINAL

MANCHESTER UNITED x INTERNAZIONALE
ROMA x ARSENAL
LIVERPOOL x REAL MADRID
PANATHINAIKOS x VILLARREAL
JUVENTUS x CHELSEA
BARCELONA x LYON
BAYERN x SPORTING
PORTO x ATLÉTICO DE MADRID

E tem gente que ainda prefere ver futebol brasileiro...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Vasco Eletrobrás

Tinha a impressão de que o excelente contrato do Vasco com a Eletrobrás se inscrevia entre aqueles que as estatais fazem para concorrer com a iniciativa privada, ou seja, que era bom para ambos os lados dada a força da marca cruzmaltina e até disse isso ontem, no CBN EC.

Mas a Eletrobrás hoje nada mais é do que um banco de fomento, pois não opera nada.

Quem faz a geração são Furnas, Eletronorte, Eletrosul e Chesf.

A distribuição é feita pelas distribuidoras.

A Eletrobrás hoje só administra mesmo na ponta as falidas Cepisa, Cemar e Ceam.

Em suma, não há nada que justifique tecnicamente um patrocínio ao futebol.

Nada.

Seria o mesmo que o BNDES patrocinar algum time.

A Petrobras no Flamengo ainda se justifica, pois a empresa tem operações na ponta.

No caso do Vasco, é politicagem pura.

E com nosso dinheiro.

Juca Kfouri - 11/12/2008

DILMA

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Total de pontos ganhos em pontos corridos desde 2003

1. São Paulo - 448 pontos

2. Santos - 406 pontos

3. Cruzeiro - 396 pontos

4. Inter - 394 pontos

5. Goiás - 364 pontos

6. Atlético/PR - 355 pontos

7. Flamengo - 352 pontos

8. Fluminense - 338 pontos

9. Figueirense - 335 pontos

10. Vasco - 317 pontos

11. Palmeiras - 316 pontos

12. Corinthians - 311 pontos

13. Grêmio - 286 pontos

14. Paraná - 281 pontos

15. Atlético/MG - 275 pontos

16. Botafogo - 269 pontos

17. Juventude - 266 pontos

18. Coritiba - 237 pontos

19. São Caetano - 215 pontos

20. Ponte Preta - 204 pontos

21. Vitória - 156 pontos

22. Paysandu - 146 pontos

23. Fortaleza - 142 pontos

24. Criciúma - 110 pontos

25. Guarani - 110 pontos

26. Sport - 103 pontos

27. Náutico - 93 pontos

28. Bahia - 46 pontos

29. Brasiliense - 41 pontos

30. Lusa - 38 pontos

31. Ipatinga - 35 pontos

32. Santa Cruz - 28 pontos

33. América - 17 pontos

O DESPERTAR DAS ILUSÕES

O Palmeiras iludiu-se com Luxemburgo. O Palmeiras e a Traffic.
O Fluminense iludiu-se com Renato Gaúcho; o Vasco, com Roberto Dinamite; o Flamengo, com Márcio Braga e Caio Jr.
O despertar é de ressaca.
O Palmeiras entregou-se a Luxemburgo.
Ele teve a Traffic; portanto, dinheiro e os jogadores que quis.
Rejeitou a vários.
Como sempre, quis adotar o modelo all inclusive (tudo incluído).
Você contrata Luxemburgo por um custo absurdo, acima da própria capacidade de receita.
Ele vem com uma comissão técnica caríssima e passa a mandar em tudo.
Ninguém entende de nada; só ele sabe de futebol, de gestão, de tudo.
O pacote deu nisso: o pior posto na classificação para a Libertadores com um elenco que promete não passar da fase de grupos.
Algo que outros técnicos menos cotados e com salários muito inferiores já o fizeram.
O custo não valeu o benefício.
O Fluminense tinha time para estar na zona da Libertadores.
Abriu mão disso ao entrar na do Renato Gaúcho, no início do campeonato.
Amargou um ponto ganho no Brasileirão por várias rodadas para poupar o elenco em fase prematura.
Acreditou nessa de comando absoluto do técnico!
Roberto Dinamite pensou que a simpatia seria suficiente.
Quando entrou, não trocou a estrutura de Eurico, não fez a remodelação necessária.
Depois, acreditou que um boleiro amigo (o Tita) resolveria.
Solução atual da moda: coloca um boleiro de técnico ou gerente que resolve.
Porque ele fala a linguagem do jogador. Só que ser boleiro não assegura capacidade de gestão nem conhecimento técnico.
Na seqüência, Dinamite entrega o poder para Renato Gaúcho, que chega com os mesmos erros do Flu.
E com quem não tem nem afinidade de idéias. Na reta decisiva, ficaram brigando em público.
O Flamengo deixou-se levar pelo discurso presunçoso de um presidente que abre champanhe antes da conquista e teve por Caio Jr a mesma ilusão que nutriu o Palmeiras.
De fato, Caio é uma figura decente no futebol; mas essa condição, necessária, não é suficiente para dirigir times de ponta em momentos de decisão.
Márcio é retórica. E isso não resolve: ilude.
No meio de todas essas ilusões brotou o São Paulo, campeão.
Parabéns ao Tricolor.
Que fez a sua parte sem brilho, sem administração de S/A, como disseram.
O São Paulo, que poderia ser vanguarda do futebol brasileiro, não avança.
Deve se perguntar por que fazer mais se assim é o suficiente?
Se a concorrência não o estimula, deixa como está.
Os clubes concorrentes estão a ajudar o Tricolor ser campeão.
Iludidos, além de optarem pela figuração permanente, eles atrasam o avanço do futebol brasileiro.